Catingueira

Justiça manda prender, pela segunda vez, ex-prefeito de Catingueira acusado de lavar dinheiro com criptomoedas

Preso desde novembro do ano passado, quando foi alvo da 4ª Fase da Operação Recidiva do Ministério Público Federal (MPF),…

Justiça manda prender, pela segunda vez, ex-prefeito de Catingueira acusado de lavar dinheiro com criptomoedas

Preso desde novembro do ano passado, quando foi alvo da 4ª Fase da Operação Recidiva do Ministério Público Federal (MPF), o ex-prefeito da cidade de Catingueira, José Edivan Félix, teve mais uma vez a prisão preventiva decretada pela Justiça. Dessa vez a decisão foi do juiz Rafael Chalegre do Rego Barros, da 14ª Vara Federal, e atende um pedido feito por procuradores do MPF. A prisão tem por base uma outra denúncia apresentada contra o ex-gestor de lavagem de dinheiro com a utilização de criptomoedas.

No pedido o MPF alegou a necessidade de preservação da instrução processual e a ordem pública, como fundamentos para a nova prisão. “O presente pedido de prisão preventiva fundamenta-se na garantia de ordem pública e garantia da instrução processual, conforme entendimento do MPF (id. 4058205.5249253). Todavia, entendo pelo deferimento da prisão preventiva com base, apenas, na garantia da ordem pública”, decidiu o magistrado.

De acordo com a ação penal (nº 0800197-65.2020.4.05.8205), o acervo patrimonial de José Edivan Félix é maior do que o declarado por ele e encontra-se ocultado em nome de terceiros, com parte tendo sido construída entre os anos de 2005 a 2012 (quando ele era prefeito). O MPF afirma que o ex-prefeito teria lavado dinheiro através de criptomoedas, consórcios e aquisição de veículos.

Foto: reprodução

Confira na íntegra a decisão

Condenações e desvios

Nas ações judicais da Operação Dublê o ex-prefeito Edivan Félix já foi condenado a 41 anos de prisão pela prática dos crimes de organização criminosa, fraude licitatória e desvios de recursos públicos. De acordo com o Ministério Público Federal, os valores que teriam sido desviados pelo acusado e outros investigados somam mais de R$ 7,7 milhões. José Edivan Félix está preso no presídio regional de Patos. O blog ainda não conseguiu contato com os advogados dele.

Jornal da Paraíba

Leia também