Rebelião mais violenta da história do RN tem 27 mortos, diz governo

Vinte e sete presos morreram na rebelião da Penitenciária de Alcaçuz que já é a mais violenta da história do Rio Grande do Norte. A informação foi confirmada pelo Governo do Estado. O motim começou na tarde de sábado (14) e terminou 14h depois já na manhã deste domingo (15).

Rebelião mais violenta da história do RN tem 27 mortos
Rebelião mais violenta da história do RN tem 27 mortos

Os corpos foram levados para o Instituto de Técnico-Científico de Polícia (Itep) para que seja feita a identificação. Um caminhão frigorífico foi alugado para armazenar os corpos enquanto não acontece a liberação para os sepultamentos. Além disso, legistas do Ceará e da Paraíba foram deslocados para ajudar no trabalho de identificação.

MEGA OPERAÇÃO

O Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (Itep-RN) prepara uma mega-operação para identificar os corpos dos presos mortos durante o motim ocorrido neste sábado, na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta (RN).

De acordo com o Governo do RN, até agora só foram confirmadas dez mortes, no entanto, o caminhão frigorífico que fará a recolha dos presos mortos tem capacidade para 50 corpos.

Segundo informações do UOL, legistas de Estados vizinhos, como Ceará e Paraíba, foram chamados para reforçar o trabalho de reconhecimento.

Iniciada às 17h30 (horário de Brasília), a rebelião ocorreu quando presos da facção criminosa Sindicato do Crime do RN invadiram o pavilhão onde ficam os detentos do PCC (Primeiro Comando da Capital). O conflito só terminou por volta das 7h deste domingo (15), quando o Batalhão de Choque da Polícia Militar entrou na unidade prisional. A PM havia dito que não entraria no presídio durante a noite, já que havia muitos riscos.

Além do caminhão frigorífico, o Itep reforçou a equipe de médicos legistas e odontolegistas que trabalharão na identificação dos corpos.

“A equipe hoje tem três médicos legistas e dois chegarão de João Pessoa, dois odontolegistas, caso seja necessário identificação por meio da arcada dentária, e cinco necropapiloscopistas. Além disso, temos seis necrotomistas e dois estão vindo da Paraíba para compor a equipe”, disse o instituto.

 

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