Família fala sobre o mistério da ‘casa mal assombrada’ no Vale do Piancó

Um fato misterioso aconteceu em meados do mês de abril e durou alguns meses, em uma residência, localizada no sítio Antas, zona rural do município de Boa Ventura, na região do Vale do Piancó. A casa vinha sendo alvo constante de pedradas, de acordo com a família, as pedras caiam sobre o teto, mas na maioria das vezes não quebravam as telhas.

Na época a família mudou-se para outra casa na esperança que esse pesadelo acabasse, a qual até hoje continuam. Segundo a mãe de família, a aposentada Lindinalva Gomes Feitosa, conhecido como “Nalva”, 59, as pedras param somente por um dia e meio, logo depois disso começou tudo novamente.

A casa mal assombrada fica localizada em Boa Ventura-PB, na região do Vale do Piancó
A casa mal assombrada fica localizada em Boa Ventura-PB, na região do Vale do Piancó

Lindinalva revelou ainda que as pedras param de atingir o recinto, já faz um tempo, mas ela não sabe afirmar precisamente o dia e mês que cessou. “Não sei explicar o mês que parou e nem o dia, porque eu passei por muitas coisas”, frisou a aposentada, já com os olhos cheios de lágrimas.

Quanto ao que pode ter sido esse mistério, se um caso espiritual ou humano, a chefe de família disse ter algumas conclusões, mas não sabe o que realmente foi. “Podia tá mil pessoas, via tudo isso, via quando as pedras caiam, agora você não ver buracos na casa, você não ver telha quebrada, você não ver nada. Caía como se fosse uma pessoa”, contou a Lindinalva desacreditando que fosse algo sobrenatural.

O trauma

A aposentada Maria das Graças Cândido Moreira, 57, sogra de Lindinalva e mãe do agriculto Damião Estevam, 34, também foi uma das vítimas que presenciou os momentos de pânico vivido por eles, pois ela também mora na casa. “Foi “duro”, foi sério mesmo, nós passamos porque a gente é forte e Jesus a ajudou nós”, enfatizou dona Maria.

A mãe de Damião disse ter sido alvo de umas das pedras, ela estava em um ponto da casa quando foi atingida na perna. A mesma revelou ainda que seus netos tinham muito medo, elas choravam muito, o mais novo era o que tinha mais temia.

Dona “Nalva” falou que hoje ela, seu esposo, e seus filhos de 11, 8 e 7 anos, estão bem, mas ela teme uma possível volta. “Eu tenho medo ainda”, disse a ela.

“O problema tá aí, é isso aí que caço na memória e é isso aí que eu pergunto pra Deus todo dia, que mistério era esse”, respondeu ela, ao explicar porque e como tudo isso aconteceu do nada e parou de forma também misteriosa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *