Ação no Ministério Público denuncia candidatos “laranjas” e pede cassação de coligações na cidade de Patos

O Ministério Público Eleitoral (MPE) recebeu uma provocação em relação aos possíveis candidatos a vereador nas eleições de 2016 que colocaram seus nomes apenas para preencher as vagas reservadas obrigatoriamente para mulheres, ou seja, os candidatos considerados como “laranjas”.

A ação no MPE foi movida por vereadores suplentes em outras coligações que se sentiram prejudicados com a prática realizada por algumas agremiações partidárias para preencher as cotas de gênero, mas que os candidatos tiveram um, dois ou nenhum voto.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem dado orientações para que os procuradores eleitorais apurem a veracidade dessas candidaturas, conferindo assinaturas e documentos que constam no processo de registro de registro de candidatura. Os procuradores devem verificar se houve gastos de campanha, uma vez que nas candidaturas fictícias é comum a inexistência de investimentos na campanha eleitoral.

Na cidade de Patos, alguns vereadores tiveram votação insignificante e podem ser investigados pelo MPE. São eles:

Diinha – PSC com a coligação PSC, PTC, PHS, PSL, PPS e DEM) = 3 votos;

Ivanilda de Nego Deda – PT do B coligação PV, PRTB e PT do B = 2 votos;

Djair Medeiros – PSDC coligação PP, PDT e PSDC = 2 votos;

Sileni – PV coligação PV, PRTB e PT do B = 1 voto;

Sayonara Jácome – PT do B coligação PV, PRTB, e PT do B = 1 voto;

Gertrudes das Sete Casas – PT do B coligação PV, PRTB, PT do B = 0 voto;

Gilson de Guilherme – PSC coligação PSC, PTC, PHS, PSL, PPS e DEM = 0 voto;

Samira Medeiros – PSB coligação PMDB, PSB, PCdoB, PTB e PR = 0 voto;

Lindinalva – PSDB coligação PSDB, SD e PRB = 0 voto;

Celia – PSDB coligação PSDB, SD e PRB = 0 voto;

Vera Lúcia – SD coligação PSDB, SD e PRB = 0 voto.

Os suplentes que entraram com a ação esperam que com a investigação do MPE sejam canceladas coligações que fizeram uso do expediente de candidatura laranjas, fato cada vez mais comum para o preenchimento de vagas para mulheres, pois existe uma carência em candidatos femininos nas agremiações partidárias. Se as coligações forem cassadas, existe a possibilidade de alguns suplentes assumirem o mandato de vereador.

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